Viver de aparências não é viver. Viver

Viver de aparências não é viver. Viver uma vida inventada é fingir uma falsa felicidade e, ao anoitecer, deitar com o gosto amargo da solidão. Dizer que ama é uma coisa, demonstrar é outra completamente diferente. Não adianta puxar o discurso do bolso, posar pra foto, andar de mãos dadas na frente dos outros se no dia a dia você não ouve quem está ao seu lado, se no meio do caos da rotina você não se preocupa com o bem estar do outro, não alcança uma pantufa para proteger seus pés do frio, não serve uma xícara de chá para aquecer o seu corpo, não faz um cafuné para acarinhar sua alma. Dizer que o outro é importante é bem diferente do que vestir de fato a camiseta da importância. Falar é muito fácil, difícil mesmo é arregaçar as mangas e ajudar. Dizer conta-comigo-pra-tudo e ficar na inércia é o que mais vemos no mundo, infelizmente. Sobram “eu te amo” e faltam “deixa que eu te ajudo”. Sobram “eu te adoro” e faltam “deixa eu comemorar com você mais essa conquista.