"Oi. Quanto tempo né? Hoje eu

“Oi. Quanto tempo né? Hoje eu lembrei de você, ao ouvir aquela música que gostávamos lembra? É, aquela mesma que falava de dois adolescentes que se queriam, mas que sempre tiveram obstáculos em suas frentes. Será que ainda gosta daquele sorvete, que eu sempre costumava roubar um pouquinho e sempre dizer que tinha mal gosto, ou já mudou de sabor? Hoje bateu saudade daqueles seus olhos castanhos, e como eles ficavam tão bonitos quando brilhavam. Conseguiu a faculdade de jornalismo que tanto sonhou? Não me diga que é a primeira da turma, sério? Eu sempre soube que seria, por que sei como é focada em tudo que faz. Fez aquela viagem pros Estados Unidos e finalmente foi a Disney conhecer as princesas como era seu sonho? Foi? Me mande fotos, quando puder. Não que me importe, mas ainda guarda algo que lhe dei aí naquela bagunça do seu quarto? Será que ainda escreve seus textos, ou dá aquela sorriso quando ganha algo? Não que me importe, ou queira saber, mas nenhum dia pensou em ligar ou bateu saudade da gente? Mas mudando o assunto, como vai sua família? Como tem sido os natais? Ainda daquela forma? Não que me importe, mas ainda sua vó coloca aquele prato na mesa e te pergunta se eu irei pra ceia? Acho que não né, bom não me importo, mas se ela perguntar diga que mandei um beijo. Não que isso faça diferença pra você, e também não me importo, mas será que ainda se sente o mesmo que eu ao ouvir aquela música?”

Rafael Oliveira (via reciptografias)