É estranho ter como sua maior inimiga

É estranho ter como sua maior inimiga você mesma. Ser sua maior crítica, sua maior hater de todas só porque cometeu um erro. Não que eu me julgue assim sempre, mas é impossível acordar todo dia sendo minha maior fã. É triste na verdade, dizer isso, e também dói muito perceber isso. Perceber que às vezes você não se gosta, que você não se acha foda, mesmo sabendo que você é foda. Eu preciso muitas vezes me regar de amor próprio, pois é necessário um suporte devido ficar cega e apenas ver os meus defeitos, mesmo sabendo das minhas infinitas listas de qualidades. E eu acabo tendo um sentimento de culpa achando que eu não deveria pensar assim, me sentir assim. É preciso parar de me culpar. Ao mesmo tempo em que eu deveria me desculpar por me sentir assim, por não me apoiar tanto, eu deveria também parar de pedir desculpas para mim mesma por me sentir tão pequena em um mundo de gigantes, pois como eu me sinto muitas vezes é só reflexo de um complexo de inferioridade. Mas não sou inferior, preciso botar isso na minha cabeça. Pois é, você já pensou que para você é muito mais fácil falar defeitos seus do que qualidades suas? É maluco essa nossa lógica de perfeição. Eu preciso traçar a rota que encontre o caminho, para adentrar o meu eu e capturar o meu amor por mim. Eu preciso me sensibilizar com minha história e parar de achar que sou menor e inferior aos outros. Parar de achar que a minha fragilidade é feia e que minha força não é real. Eu sou forte sim. Eu sou linda sim e eu preciso remexer no baú em que escondi meus sentimentos e encontrar significados que façam com que eu volte ao eixo do amor próprio, sem me sabotar internamente. Tá na hora de eu me olhar no espelho e dizer a mim mesma que eu sou um mulherão da porra, e que eu sou maravilhosa assim mesmo, do jeitinho que eu sou.

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